Eu já tentei oferecer a Primavera a quem apenas vivia no Inverno, consequentemente eu senti-me no Verão enquanto aceitaram, depois deixei-me levar pelas fortes chuvas e torpedos de outro Inverno bem mais rigoroso.
Eu bem tentei salvar inúmeras pessoas dos seus erros, porque achei-os demasiado grandes para o tamanho delas, demasiado pesados para as suas costas, demasiado crueis para quem não tinha culpa. Na verdade, não salvei ninguém, não ofereci nada a não ser tempo gasto em acções imcompreendidas por outrém.
Tinha as mãos frias e o olhar mais sereno que eu já vira.
Eu pensava que ela tinha passado por entre a tempestade e se mantivesse agora na monotonia da perca do seu eu...Que engano.
Encontramo-nos tantas vezes nesta vida com a sua importância e só a percebemos quando na recta final tudo se parece esvaziar pelas espirais longas dos tempos passados, das memórias guardadas.
Ela não sabia que dizer, então não disse nada.
Lembro-me que fui eu que um dia lho disse para fazer: "Quando não souberes o que dizer, não digas nada."
ela não percebeu porquê. Não lhe quis dizer que somos nós que percebemos o mundo mal, porque é uma tristeza.
É uma tristeza não se ter q certeza de um sentimento, e buscar o semelhante do anterior quando ele jamais aparecerá. Tal como as pessoas, os sentimentos são únicos. Tal como a nossa primeira palavra, dita de forma própria, a dedicação surge sempre de maneiras diferentes. Tal como o sorriso que um dia o sentimento despertou, esse sorriso que ninguém pode igualar, que nem pode competir, esse sorriso é meu, é teu...e não é de ninguém. Mas eu dei-te o meu sorriso numa ânsia de ver nascer o teu.
O teu não nasceu...O teu foi um esboço triste de uma tentativa falhada, e a partir daí todo o teu caminho foi andado a passo de bêbedo.
E eu segurei-te pelo ombro...
Impeli-te para o lado correcto, por assim dizer.
Deixaste-me cair no momento em que achava conseguir fazer renascer a Primavera, mas apenas as pequeninas flores como as margaridas e os amores perfeitos, em ti. Na verdade, nem houve tempo para pensar sequer em fazer brotar as rosas, as campainhas e todas as outras exuberantes e esbeltas. Não tive tempo para te convencer a ajudares-me a te segurar, e tu caís-te logo, levando-me contigo.
Talvez não o quisesses, mas talvez o medo fosse mais forte que tu.
Mesmo assim, levaste-me e eu nunca deixei de te posar a mão no ombro e te segredar palavras de Primavera e Verão...Palavras com cores que tu não vias,e sabores que nunca te deste ao trabalho de imaginar.
E mesmo com todas as mentiras que proferiste, vociferando para mim como cascavel ameaçada eu tentei trazer-te de novo para o início da Primavera.
Tu não quises-te. Gritaste. Fugiste.Odiaste.Confundiste a prece de um coração com uma decisão mal tomada...´(cntinua...)
segunda-feira, 30 de março de 2009
domingo, 29 de março de 2009
Saudades de gostar de ti...

Não sei em que linha caminhar...
Sinto-me cair na cama, devagarinho fecho os olhos,
e esta noite volto a ver-te a ti.
Esqueci-te. Lembrei-te. Vou esquecer-te,
e amanhã já não estarás aqui.
E eu continuei andando para a frente
Mas hoje, parei, num acto de lazer...
Só para te sentir de novo presente
Só para novamente te entender.
Parti as promessas,
Deitei-as ao mar...
Ouvi de novo as nossas conversas
e por momentos voltei a amar..
Mas eu sei, Oh eu sei,
Amanhã quando o sol raiar
Ou a chuva cair,
Para lá vou deizar
Tudo o que lembrei...
Sento-me perto da janela
Agora eu penso te sentir
Em qualquer lugar longínquo
Mas perto de mim.
E hoje eu tirei este intervalo
Decidi parar o tempo
Mas desde o momento em que te despertei
dentro de mim
Foi ele que passo e eu nem o vi...
Talvez seja sonho,
Algo em que não posso mandar...
Só sei que de cada vez que a nota se intensifica
Cai mais uma lágrima do meu olhar...
Mas eu sei, Oh eu sei,
Que amanhã, a vida vai-me embrenhar
E eu vou-te deixar ficar
Perdido no algures em que te deixei perder.
E em todo este tempo, eu nunca pensei
Nem adivinhei
Que haveria momentos
Em mim
Em que sentiria saudades de sofrer por ti
De te ouvir rir assim
De gostar realmente de ti...
quarta-feira, 25 de março de 2009
Confiarei Senhor, Confiarei...

Mais uma quarta-feira, mais uma aula de Moral.
Ainda assim não apaga as saudades do domingo, e do sábado. Não, não é por ser fim-de-semana.
Desde há um ano para cá, eu percebi coisas valiosas, entrei num mundo novo, diferente e que desde cedo disse que queria explorar. Esse mundo penso que apenas se explora com o coração, com a vida. É o que mais gosto de aprender, lições de vida.
É certo que muitas vezes tenho medo, muitas vezes fico meio perdida, muitas vezes penso estar 'mais perto do mundo', mas sei onde quero estar.
Aos sábados é dia de catequese. É dia de pensar e reflectir, é dia de expressar e sentir (ainda mais). Tenho saudades do sábado. Preciso de falar tantas coisas que me estão a sufocar, tantos medos que me estão a apertar.
Ao sábado é dia de estar com amigos 'daqueles', e mais que com amigos, com pessoas que me fazem tanto bem...
Para o mês que vem, Abril, que está mesmo mesmo a chegar vou ser baptizada. Sim, é uma grande promessa. Sim, é grande responsabilidade. Sim, eu acredito que quero, que vou e que conseguirei.
Perto de Deus sinto-me mais eu, protegida de tantas coisas que noutras alturas me feririam...Nem sei muito bem explicar, mas será que tem explicação?
É apenas um grande amor, uma grande dedicação, um grande bem-estar de certeza.
Eu sei que Ele me perdoa, eu sei que Ele me ouve e que me ajuda. Eu sei que para onde quer que vá Ele estará comigo, dar-me-á a mão, e me deixará aprender. E sei ainda, mais importante de tudo, que agora tomará parte de mim, fazendo-me pensar a cada erro.
Sinto-me a mudar, e como já disse, tenho medo dessa mudança, e sendo cruel deixo-Lhe a decisão nas mãos. Talvez por medo de não saber muito bem para onde ir, talvez por custar demasiado tomar noção do mundo e do que nos rodeia e das escolhas que se devem fazer.
Mas eu confiarei.
Aprendi a perdoar, desde há pouco tempo, e isso não me poderia fazer mais feliz.
Agora eu sei o que significa um 'Desculpa' seguido de um abraço e de um mar de lágrimas de boas vindas de volta. Sei que não é o mais fácil, mas que não é impossivel, e passado tudo, mesmo no fim que dará inicio a uma nova amizade, com a mesma pessoa, sentes-te tão bem. É ainda melhor que a brisa entre os cabelos.
Perdoar, fez-me crescer por dentro, fez-me sentir que agora eu estou pronta para sorrir.
Andava perdida nas saudades e na escuridão, talvez estivesse mesmo a enlouquecer.
Acordei. Não sei como, acordei.
Sei que não guardo rancor áquele que foi o meu melhor amigo, melhor companhia e segurança durante 1 ano e 5 meses, sei que ele continua sem culpa, e sei que errei...Sei que não guardo rancor a uma das minhas melhores amigas, que eram, ou que agora, entre olhares e brincadeiras, sabemos as duasm que bem lá no fundo ainda o somos.
E quem mais senão Deus para me ajudar a aprender coisas tão importantes?
Também aprendi que a dor é uma preparação para saborear a felicidade. Depois de sofrermos, de tentarmos e de lutarmos tornamo-nos mais fortes, e aprendemos a dar valor aos pequenos actos do dia-a-dia e não á felicidade toda junta num momento.
Percebi que não posso ser perfeita, Por muito que tenha medo de magoar os outros, ou de errar, percebi que é isso mesmo que tem de acontecer. Os erros ensinaram-me a ter coragem para dizer 'Eu estou aqui, fui eu, Desculpa', mais uma prova que vai de encontro ao perdão. Rceber perdão é igualmente bom. Mostra-nos que ainda existem pessoas com sentimentos verdadeiros neste mundo. Verdadeiros, não puros. A verdade é algo diferente da pureza, e a pureza está ainda bem longe de nós. Ninguém é puro hoje em dia, a vida suja-nos d euma forma ou de outra, mas o segredo reside em quem é limpo pela mão de Deus, e aqueles que preferem aprisionar-se na sua própria prisão. Já o fiz, talvez o venha a repetir, mas sei que desta vez o Senhor estará comigo.
Este sábado, e bem me custa, não poderei ir á catequese novamente.
Mas com certeza, domingo, estarei na missa seguindo-se da procissão. É preciso estar perto daquilo que nos torna melhores, daquilo que nos faz diferentes, daquilo que aos poucos nos acende a luz no meio do caminho e nos faz soar s vozinha cá dentro que diz: ' Estás a ir bem...Estás a conseguir'.
Bem, tenho apenas a dizer:
Confiarei, Senhor confiarei em Ti...Ajuda-me.
Perdoa-me.
Tudo isto, este pensamento logo e talvez demorado, nasceu de apenas uma música, que fará parte do encontro de moral deste ano, o MoralCor (Coruche).
Aqui está ela! (é simplesmente LINDA!)