sábado, 17 de abril de 2010

Emaranhar-me no mundo.

Não te poderias ter sentido mais perdida num mundo que 
à partida, também te pertence.
E é nesse momento que te apercebes que deixaste de pertencer.
Que não há nada teu ali, e que deixaste de querer ali estar.




E foi como se te tivessem dado um murro no estômago, 
Ou acendido uma luz qualquer.
Uma luz que te mostrou mais claramente toda a escuridão.
E alguém te disse:
"Vives no séc. XXI, o mundo é assim...Podes tentar mudá-lo, 
Mas onde vais, sozinha?"

Onde é que vais...sozinha?




Tens de deixar ir. Tu tens de te deixar ir.
Tens de te esquecer que podes conseguir tudo.
Tens de te lembrar, que até tu precisas de heróis. (em nada és diferente)
Tens de saber encontrar em ti uma parte do mundo,
emaranhar-te nele (por mais errado, estranho e cruel que ele seja),
Pois ele, nunca se vai esforçar por ter uma parte de ti.




(Einstein perguntou, "Sou eu o louco, ou são os outros?)

3 comentários:

  1. linod e triste. mas com grande alma.

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  2. lindo o texto, infelizmente é essa a realidade que vivemos ):

    escreves muito bem !

    beijos ;*

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